Levar o movimento Fazedores para salas de aula


#1

Como criar um espaço dentro das escolas para aplicação da metodologia do movimento Fazedores?
Quais elementos devem ter em um laboratório? Onde encontrar e compartilhar ideias sobre projetos aplicados á educação básica?


#2

No meu entender para que possamos criar um espaço que estimule o processo criativo e investigativo, respeitando a realidade das escolas no Brasil, deve ter uma diversidade grande de elementos: Kits de montagem, interfaces de comunicação, materiais recicláveis, acesso a internet e a grupos de trabalho cooperativo, linguagens diversas … Um Kit bastante interessante é o Kit Makey Makey, de fácil utilização e que permite uma gama grande de projetos multidisciplinares.


#3

O Movimento Maker (ou Fazedor/Fazedores) não é uma metodologia educacional e portanto não cabe a discussão de sua aplicação em sala de aula (ou laboratório escolar), é meramente um movimento, não sou profundo conhecedor de suas diretrizes, mas como um movimento, deve haver algum norte e com certeza passa longe de teorias e metodologias educacionais.

Como pedagogo e tendo durante minha vida acadêmica meus estudos direcionados para a tecnologia educacional, posso sugerir que você estude os trabalhos de Seymour Papert (que é um clássico desta área), que certamente você terá um maior embasamento teórico para direcionar suas atividades.

Com respeito à criação do espaço, “respeitando a realidade das escolas no Brasil”, é preciso saber de que escola estamos tratando… Sabemos que na atual conjuntura brasileira, se o projeto depender de investimentos do gestor, é algo quase utópico, desde a cessão de espaço até o investimento em material (que não é pequeno) e segurança. A forma mais simples seria atrelar a escola aos projetos governamentais como é o PROINFO.

Não é algo como querer e acontecer, do tipo: Vamos comprar kits makey makey e fazer um lab no almoxarifado, pegar uns tutos e botar a meninada pra fazer… Como tudo em ciências sociais, é necessário sentar, discutir, planejar, para enfim, executar seguindo uma rotina bem definida com um profundo embasamento teórico e mesmo assim, sempre adaptar, tendo a certeza de que mesmo depois de tanto trabalho, aquilo ainda não está completamente construído.


#4

Está intrínseco ao trabalho nas oficinas de MAkers o trabalho não só do Papert e toda a equipe do MIT, mas também de Piaget e Vygotsky , já que todo trabalho se dá com a realização de uma construção e que esta pode ser feita em grupos onde a interação certamente acontecerá.
Concordo plenamente com você que não basta juntar alguns materiais a pronto, tudo acontece. É necessário ter pessoas capacitadas e criativas apoiando todo o processo e motivando as crianças para que saiam do estado inicial do " o que vou fazer" e consigam dar inicio ao planejamento e construção de alguma coisa…
Com esses debate inicial pretendo fazer tudo que citou no último parágrafo e na medida do possível ir compartilhando resultados vindo de todo esse processo de estudo, planejamento, prática e avaliação.
Um grande abraço .


#5

Olá, pessoal. Estamos no processo de criar um espaço de fazedores na escola de inglês onde trabalho. O interessante foi que primeiro estávamos com a mentalidade de deixar a reforma ficar pronto para começarmos, mas depois vimos que qualquer lugar na escola é espaço potencial para a criação. Começamos, então, a ocupar novos espaços na escola, fora e dentro da sala de aula, na biblioteca, recepção, pátio…

Apesar de ser um movimento, acredito podermos sim apropriarmos do conceito que, inclusive, já é trabalhado em nosso ensino infantil, mas vai se perdendo conforme avançamos no ensino fundamental e médio.

Caso queiram visualizar o que estamos fazendo, até com dica de atividades para as crianças, colocamos tudo no http://thomas.org.br/makerspace

Abraço e adoraria continuar trocando figurinhas com vocês.

Carla Arena
http://carlaarena.com


#6

Oi Carla tentei visualizar mas deu erro… Pena…
Que materiais vocês utilizam? como organiza seus projetos?
Eu utilizo Kits da Robota Tecnologia Educacional que por ser uma empresa nacional consegue trabalhar com valores
interessantes, trabalhamos também com a interface HummingBird, Little Bits e Makey Makey.
Não experimentamos ainda as impressoras 3D, mas por enquanto conseguimos nos virar bem com moldes feitos
em papelão…
Bem vamos nos falando…
Se achar por bem me mande seu e-mail que posso enviar imagens de alguns trabalhos…


#7

Ei …Ei

Não vamos burocratizar demais, vamos lembrar que as nossas crianças crescem rápido. Que tal pegar sim uns kits levar para o almoxarifado, para a praça, até a sala de aula e começar a Fazer. A sensibilidade peculiar a todo educador indicará os ajustes necessários. Não vamos perder de vista que cultivar a curiosidade de uma criança é algo de muito precioso. Vamos aprender juntos, Crianças, Educadores, Pais, sem uma hierarquização. Afinal não existe a receita pronta. E que bom que é assim!!


#8

Difundir e instigar o processo criatividade e curiosidade é fundamental, lembro que quando eu estava cursando o técnico em informática eu auxiliava em um projeto que utilizava 4 kits mindstorms da lego com crianças de 5 a 12 anos aumentando o nível de desafio com a idade, a resposta era incrível o interesse para criar e o desempenho em sala de aula aumentaram muito, hoje são engenheiros, fazedores autônomos, cientistas e tenho certeza que foi graças a essa experiencia simples com o mindstorms que elas chegaram a este ponto. Esse kit monta como lego e programa através de uma interface gráfica com icones extremamente simples, o que faz com que mesmo crianças consigam utilizar, infelizmente é caro… Abraço.


#9

Estou criando o “Espaço Robota”, fica na Vila Mariana e nossa intenção é dar apoio e informação por meio de capacitações customizadas a professores que queiram conhecer aspectos ligados a eletrônica básica, robótica, arte cinética. Enfim, usar a tecnologia para criar…
Quem tiver interesse por favor nos procure pelo e-mail: lys_arqui@hotmail.com.
Um grande abraço a todos…
E vamos nós nesse BRasil…


#10

O Movimento Maker, como alguns e a “imprensa” o batizou, é mais antigo do que imaginamos. Ganhou força e destaque nos Estados Unidos a partir de 2005, mas está presente desde sempre em nossas vidas.

É a cultura do DIY, Do it yourself, Faça você mesmo. Para alguns especialistas em economia, o início da Quarta Revolução Industrial. Sua “força” reside por ser um movimento espontâneo pautado nos princípios ou no espírito de: Make, Share, Give, Learn, Tool Up, Play, Participate, Support e Change.

Esses princípios aplicados de maneira conjunta se torna uma poderosa ferramenta educacional, social e de transformação.

Acredito muito que os educadores nesse momento tem a sua frente não uma metodologia, como foi dito, mas uma mega caixa de ferramentas que pode ser utilizada em infinitas combinações para que nossas “escolas” saiam do século XIX e se tornem um ambiente desafiador e transformador preparando uma geração de pensadores, construtores, fazedores substituindo, ou melhor, enterrando velhas e ultrapassadas teorias que nos engessam, nos paralisam, nos mutilam impedindo de chegarmos ao nosso verdadeiro potencial e aos nossos sonhos.

Creio, assim como alguns especialistas, que estamos no início da quarta e grande revolução, neste caso, muito mais que industrial. Temos o grande privilégio de estarmos no epicentro desse grande Tsunami e que talvez a grande onda só seja sentida pelos filhos de nossos filhos e que sem sombra de dúvidas será “devastadora” rompendo com grandes paradigmas enraizados em nossa espécie. :wink:


#11

@lyselene, fico feliz em saber. Estou indo para Maker Faire esta semana e na volta te procuro para conhecer o espaço Robota. Ate la fico a disposição, caso tenha tenha alguma curiosidade em relação a Maker Faire


#12

@carrera, concordo contigo, mas acredito que tem sempre espaço para um “empurrazinho”. Tenho visto uma serie de iniciativas nos US onde Makers trabalham junto com professores para customizar experiencias de aprendizado para os alunos. A partir do final de junho estou de mudança para a California para mergulhar no tema - terei o maior prazer em compartilhar meu aprendizado e trocar experiencias.


#13

Olá Henrique, agradeço muito qualquer informação que possa trazer.
Pena eu não poder ir nesta feira, acredito que será tremendamente interessante.
Ficarei muito feliz em te receber em nosso Espaço.
Meu e-mail de contato é lys_arqui@hotmail.com e fone 99971 2160
Endereço do Espaço Robota: Rua Joel JOrge de MElo, 173.
Um grande abraço.


#14

Notícias vindas do MIT, existe um movimento no sentido de se criar FabLabs para crianças!!
Que tal iniciarmos aqui no BRasil???
Um abraço a todos…


#15

Bom dia pessoal!

Gosto muito da sua ideia Lyselene. Levar isso para as crianças é algo que também tenho o desejo.
Nos atualize sobre seus avanços !!!