Fazendo PCBs caseiras

Ouvi a mesma coisa de um professor tempos atrás @mfioroni
hahaha

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@eber, já usei o Eagle Light, mas atualmente eu uso apenas KiCad, é gratuito, de código-aberto e muito, muito fácil de usar, para aprender o necessário para projetar placas tão boas quanto as do EagleCad, eu apenas dei uma lida no tutorial do CuriousInventor (em inglês), mas há vários vídeos e tutoriais (inclusive em português), além de um tutorial oficial que podem ser encontrados na seção de tutoriais.

O Eagle é um software excelente, profissional e bem completo, mas tem algumas coisas que contribuíram para que eu abandonasse o mesmo:

  1. Há um limite no tamanho da placa que você pode confeccionar na versão Light, é o suficiente para a maioria dos projetos hobbystas, mas se você precisar fazer algo maior, precisa adquirir o software, além disso há outras limitações e restrições (como só poder fazer 1 folha de esquemático por projeto) que em geral não impactam tanto no trabalho hobbysta;

  2. A versão light é gratuita apenas para uso não comercial, se você monetizar o projeto ou deixar de perder dinheiro com ele, precisa adquirir a licença da versão light e continuar ou as mesmas limitações ou a versão completa;

  3. Criar um componente é fácil, porém há um aspecto irritante, o esquemático é atrelado ao módulo, ou seja, isso gera um retrabalho imenso quando você precisa confeccionar componentes novos mas que tem encapsulamentos semelhantes a outros já existentes, basicamente, criar um componente no Eagle é reinventar a roda todas as vezes… Até no OrCad, esquemático é esquemático e módulo é módulo, ainda não entendo porque o Eagle continua com essa abordagem estando numa versão já tão avançada.

Obviamente, se não pode pagar pelo Eagle, você pode crackear o programa, mas eu não sou muito fã disso, se precisa de uma coisa mas ela não é disponível gratuitamente, acho que você deve pagar por ela, não acho legal roubar o software.

Concluíndo, ainda não achei feature no Eagle que não tenha no KiCad, mas você também pode considerar outras opções gratuitas como gEDA, Fritzzing (que é extremamente simples, o chato é apenas criar componentes, pois precisa de software terceiro), PCB Express e etc. O que não falta são opções, no fim, não há um software melhor que o outro, existe aquele que você melhor se adequou e sabe usar melhor. O que é ruim para mim, talvez não faça diferença para você, a escolha do software é muito relativa.

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Caros, acabamos de postar um artigo sobre como fazer placas de circuito impresso no blog do Fazedores.

Eu, pessoalmente não me dou bem com o eagle. Tenho muita dificuldade com os comandos e é uma luta para exportar a pcb, pois eu não tenho como imprimir direto, por não ter uma impressora laser em casa. Uso bastante o método térmico e corroo com percloreto. A corrosão como percloreto é excelente, e não é tão perigoso quanto a solução ácida(que é bastante agressiva). Quanto à transferência térmica, os resultados com o papel glossy não foram satisfatórios até então. A cola do papel gruda muito entre as trilhas, não sai fácil, e se usar algo mais abrasivo para tirar, acaba também removendo parte do toner. Então saiu mt placa com trilhas falsas, ou falhadas. Talvez seja só questão de prática msm.

E qual ferramenta você usa para criar suas PCBs?

@jalf, você está falando de ferramenta de software para desenhar o PCB, é isto?

Eu uso o Ares do proteus.

Sim, isso mesmo. Eu costumo usar o Eagle :slight_smile:

No meu caso aqui eu uso o método fotográfico e a qualidade tem sido muito boa.E eu uso uma Jato de Tinta sem problemas. Imprimo na transparência própria para Jato de Tinta e a qualidade é igual a de uma laser.

Jato de tinta??? Mas como você transfere a tinta para a placa, se ela é uma tinta fria?

Usando uma tinta fotosensível. Acho que esse vídeo aqui explica o processo (não vi todo ele).

É bastante prático. Recomendo.

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@jalf onde você compra esta tinta e o revelador?

Eu encontrei no mercadolivre, porém achei caro 35~40 reais por 100gr de tinta.
Pelas minhas pesquisas, esse é o melhor método mesmo, porém, por esse preço, só vou aquirir quando resolver fazer minha placa do pic18f4550, em definitivo. Por hora, fica na placa padrão msm, que tá de bom tamanho.

Isso…a tinta tem no mercado livre e tem vendedores que já vendem a placa com a tinta aplicada. Pode ser cortada sem problemas.

As placas que eu faço são de alta densidade e esse método é bastante preciso. Acho que mais preciso que esse só o silk-screen.
E seguindo o mesmo procedimento, dá para fazer a máscara de solda a a marcação de componentes…tem tintas especiais para cada camada.
Olha uma plaquinha que fiz recentemente…

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Fantástico!!! E que tal montarmos um tutorial do método fotográfico no Fazedores? Topa?

E fale mais do Radioino!!! :wink:

@mlemos, bom, já tem muitos tutoriais na Internet…não sei o que eu poderia fazer de diferente…vamos ver :smile:

Sobre o Radioino, na verdade é um arduino controlado via RF…eu falei um pouco dele aqui:

Estou trabalhando para reduzir o tamanho ao máximo. É open Hardware e espero ter uma versão que qualquer um possa montar até o fim do ano. Não se preocupe que vou avisar no fórum :smiley:

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Bom esse método fotográfico é o mesmo do dry-film, a diferença é que se usa a tinta fotoresistiva ao invés do papel, tendo em vista que o papel, se importado é barato (aqui é bem mais caro), acho que os custos são semelhantes, sendo assim, acho que usar o dry-film é bem melhor, diminui o trabalho de pintar e centrifugar a placa, o restante é a mesma coisa.

A solução de barrilha para revelar, você encontra fácil em lojas de piscina.

Só fazendo uma ressalva para quem assistir o vídeo é: Se você for usar luz negra, como é o caso do vídeo, se preocupe em fazer uma câmara para isso, pois não tem filtro UV essas lâmpadas e por isso elas fazem o serviço tão rápido. Se não quiser correr riscos, use 2 lâmpadas comuns a 15 cm por 20 minutos que o resultado é o mesmo.

Esse vídeo é beeeem longo e mostra o que é necessário para produzir uma PCB perfeita, mas assistindo aos primeiros passos dá pra ter uma idéia o método fotográfico usando dry-film:

A laminadora ajuda muito a aplicar o dry-film, mas não é requisito.

Colegas, sou novo por aqui e gostaria de relatar um pouco da minha experiência com circuito impresso: minha primeira placa foi elaborada com esmalte de unhas, por não possuir recursos para adquirir os materiais necessários. Passei pela caneta de retroprojetor, decalques, processo fotográfico com emulsão, transferência térmica (transparência, glossy, couche, papel vegetal, sulfite, papel de etiquetas), agora utilizei a tinta fotossensível, que me rendeu os melhores resultados. Processo demorado e trabalhoso, mas não se perde uma placa sequer, todas ficam com qualidade excepcional. Estou testando o dry film, pois com a tinta é complicado centrifugar e a tinta tem um cheiro forte. Na minha opinião o método mais rápido e limpo é o de transferência térmica (com o couche 180g obtive melhores resultados), ferro de passar na temperatura máxima, por uns 5 minutos. Qualidade inigualável: tinta fotossensível. Corrosão: usei o percloreto por muitos anos. Hoje apenas ácido muriático e água oxigenada 10 volumes (de farmácia), na proporção 1:1. Libera gases tóxicos, mas é mais rápida que o percloreto (corrosão em 3 a 5 minutos, agitando a solução). Recomendável usar máscara, óculos e luvas. Espero ter ajudado.

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